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ENCONTRE MULHERES CASADAS, PORÉM CARENTES ESTA NOITE

2020.07.16 16:28 fobygrassman ENCONTRE MULHERES CASADAS, PORÉM CARENTES ESTA NOITE

ENCONTRE MULHERES CASADAS, PORÉM CARENTES ESTA NOITE Descubra como acessar e conhecer mulheres casadas porém carentes em apenas 10 minutos
Casadas Carentes: As 5 melhores maneiras de conhecer casadas carentes em menos de 2 horas Escrito por uma dona de casa traidora real.
Casadas carentes são mulheres presas em relacionamentos de longo prazo não satisfeitas com o atual companheiro. O marido não a dá a atenção que ela merece, não a faz se sentir sexy, desejada, ou como um dia a fez sentir. Ela carece afeto, tesão, ou mimos. Elas sentem falta destas coisas, e tem desejos de procurar homens que ajudem a satisfazer estas necessidades para ela.
O QUE FAZ UMA MULHER CASADA SER CARENTE?
Há vários fatores que levam ao sentimento de carência de mulheres que conseguiram se manter em relacionamentos por tempos prolongados. Alguns destes fatores são:
• Vida sexual insatisfatória, onde não há tesão ou paixão. O marido não se preocupa com o que a mulher sente, só pensa em si, sem romance, sem preliminares, e sem posições diferentes. Parece um ato que tem como finalidade apenas fazer o marido se satisfazer, depois virar para o lado e dormir. • O homem não parece mais ter tempo para a esposa. Trabalha muito, chega em casa tarde, e está cansado demais para qualquer coisa nova, diferente ou divertida. Arruma tempo para jogar futebol com os amigos no final de semana, vai a bares com os colegas depois do serviço e chega em casa tarde e vai direto para a cama. A mulher não se sente mais importante.
• Não é tratada bem pelo marido. Não é apenas deixada de lado, mas ainda é ofendida por certas atitudes do marido. Ele briga, xinga e a ofende. Não a respeita, como deveria, e ela sente aquela vontade de sentir aquilo que um dia ele ofereceu: carinho e afeto.
• Ela quer novidade. Ela ficou com o mesmo homem por muito tempo, e já sabe tudo que ele faz e vai fazer. Na cama é tudo rotina, o beijo é sempre o mesmo, a cama é sempre a mesma, as personalidades são sempre as mesmas. Ela só quer sentir alguma coisa diferente depois de tantos anos, precisa de algo que a lembre que está viva.
COMO CONHECER CASADAS CARENTES?
Agora que você sabe como casadas carente se sintam, você deve estar se perguntando como conseguir encontrar uma, para a ajudar a satisfazer suas necessidades. Será que há algum lugar onde elas ficam mais concentradas, dispostas a serem abordadas por um estranho? Será que dá para encontrar alguma em algum bar pela cidade, pronta para ser conquistada? Boa sorte, mas isto vai ser difícil desta maneira.
Mulheres nesta situação, mesmo que carentes e com vontade de experimentar coisas novas, ela não quer se colocar em posições comprometedoras ou em risco de ser pega ou descoberta pelo seus maridos. Elas geralmente são mais tímidas, e não teriam tanta coragem, pois são mulheres que geralmente estão em relacionamentos com mais de 5 anos, e está fora do jogo de namoro há muito.
Mas vamos dizer que ela tivesse a coragem de ir na cidade e ir para algum bar, para ver se algum homem a abordasse. Como você distinguiria uma casada carente e uma que simplesmente quer se divertir no bar com as amigas, ou apenas beber. É muito risco para você como um homem abordar uma mulher de aliança.
Existe um local perfeito para encontrar casadas carentes: Ashley Madison. Site reconhecido internacionalmente como melhor ferramenta de traição.
ASHLEY MADISON
O que a Ashley Madison oferece que outras alternativas não oferecem para encontrar casadas carentes? Será que casadas carentes realmente usariam um site deste?
A Ashley Madison é uma gigante no oferecimento de oportunidades para traição. Já reuniu mais de 50 milhões de usuários em todo mundo, um dos sites mais populares do mundo. Isto não é só no mundo, no Brasil também tem uma presença muito grande, chegando a quase 2 milhões de usuários, esperando outros 1 milhão até 2020.
Tem duas coisas que a Ashley Madison oferece que garante a vinda de casadas carentes. Primeiramente é a discrição. Como foi explicado anteriormente, mulheres nesta posição não querem ser colocadas em situações comprometedoras, nem em risco desnecessário. A Ashley Madison tem múltiplas ferramentas inovadoras que oferecem uma discrição garantida como: não precisar confirmar seu e-mail no cadastro, assistente de fotos patenteado que permite borrar fotos públicas, permitindo a visualização de uma galeria privada a apenas pessoas que elas concederem acesso, podendo ser revogado a qualquer momento.
Outra coisa muito atraente a mulheres é o custo para elas. A Ashley Madison concede acesso gratuito às mulheres. Elas tem acesso a toda função do site, sem ter que pagar. É óbvio que isso chamaria a atenção de casadas carentes. Elas não teriam que justificar gastos a seus maridos posteriormente.
DICAS PARA CONHECER CASADAS CARENTES NA ASHLEY MADISON
Segue as seguintes dicas, e você vai se ver encontrando múltiplas mulheres desejando atenção ou outras coisas que você pode oferecer a elas.
  1. Inscreva-se! Uma ferramenta reconhecido pelo mundo todo como forma eficiente de encontrar parceiros para traição. Junte-se a Ashley Madison e tenha acesso a uma multidão de mulheres casadas e carentes.
  2. Navegue pelo site, e por todas as mulheres no site, procurando alguma que te interesse. Veja o perfil dela e inicie uma conversa, de forma adequada, gentil e cavaleira. Não seja agressivo, nem estranho, nem genérico. Deixe claro suas intenções e a dá a atenção que ela carece. Preste atenção no que ela diz e o que ela deseja, e a partir das reações dela, vê como pode prosseguir. Se quiser deixar a conversa mais sexual, tenha moderação. Não comece de forma sexual, vai elevando o calor da conversa de forma gradual, sempre levando em consideração a reação dela.
  3. Monte um perfil decente. Dedique bastante tempo a seu perfil, ele será uma das primeiras impressões dela de você. Quanto mais tempo e atenção der ao seu perfil, maior a chance de casadas carentes se interessarem em você.
Agora que você sabe como encontrar e conhecer mulheres casadas carentes perto de você, entra na Ashley Madison e encontre uma em até 10 minutos!
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2019.05.10 07:05 giulianosse Apatia; viver faz ainda menos sentido e literalmente não vejo saída pra isso

Aviso que isso vai ser longo. Provavelmente ninguém lerá até o fim, mas eu juro que tentei resumir o máximo que pude.
Background: 2018
Eu, 23 anos, basicamente um fracasso em quase todos os aspectos possíveis da vida.
Em julho descobri que seria jubilado no final do semestre após cursar 4 anos de um curso que eu amo em uma das faculdades mais prestigiosas do país pois não tinha vontade e ânimo de estudar (dificuldade de me adaptar = DPs = poucos amigos)... mas tudo bem
Sempre tive poucos amigos. Muitos colegas e conhecidos, mas poucos amigos de verdade. Sou super introvertido, mas depois que conheço mais a pessoa me torno o cara mais extrovertido do planeta. Não gosto de ir em festas e baladas onde não conheço ninguém, mas adoro passar uma noite enchendo a cara e falando/fazendo merda no boteco mais sujo da cidade com meus amigos. Sempre tive sobrepeso, fui feio e tive zero auto-estima, então nunca aprendi a me aproximar de alguém novo... mas tudo bem
Tenho os hobbies mais caseiros possíveis: livros, séries, jogos e filmes. Porém, assim como minha persona social, sou esquisito e sou doido de vontade de fazer outras coisas mais "ao ar livre" tipo viajar para outras cidades/países, ir em shows, festas, praticar um esporte; só faltava companhia mesmo... mas tudo bem.
Nunca tinha tido uma relação amorosa. Pior, sequer consigo conversar direito com meninas. Apesar de não ser mais bv, ainda assim era virgem e nunca tinha sentido vontade de ter um relacionamento... mas tudo bem.
Digo "tudo bem" pois eu aceitava perfeitamente a minha mediocridade. Eu não era feliz, mas de certa forma conformado e satisfeito com a minha situação... e isso era o que importava. Era contente e deixava a vida me levar.
Aí chegou setembro.
Logo no começo do mês, viajei com uns amigos e passamos um fim de semana enchendo a cara em um sítio, como fazemos semi-regularmente. Sempre vão basicamente as mesmas 8-10 pessoas, às vezes alguém novo. Eis que o impossível acontece: uma garota da minha idade, amiga comum de todos os meus companheiros (todos na casa dos 28 anos pra cima), também foi. Inicialmente eu não dei a mínima, mas aconteceu que ela estava 100% interessada em mim. Até eu, um zero a esquerda nesse assunto, notei isso na hora.
Enfim, por iniciativa dela acabamos se pegando (e eu, na ansiedade e pânico do momento, acabei nem me despedindo dela quando fui embora no domingo hahaha)
No dia seguinte, resolvi adicionar ela no Facebook (como faço com todas as pessoas novas que conheço) e, pasmem, ela vem puxar assunto. No começo, mal conseguia responder. Ela teve muita insistência em continuar me dando trela. Papo vai, papo vem e acabo "descobrindo" que ela estava realmente interessada em mim.
Acabou que, em basicamente uma semana, estávamos trocando mensagens todos os dias e conversando basicamente o dia inteiro sobre tudo, tudo mesmo. Contei coisas pessoais que nunca tinha falado pra ninguém. Ouvi, também. Éramos compatíveis em literalmente tudo. Nos abrimos como livros. Nunca havia sequer imaginado que poderia ser íntimo assim com outra pessoa em minha vida.
Acabou que, obviamente, nos apaixonamos. No começo foi meio estressante (duas semanas depois, primeiro encontro, eu já a pedindo em namoro e ouvindo um "não" porém continuamos interagindo da mesma maneira; ela ficando com outras pessoas em um bar e depois vindo contar, chorando, que não podíamos ser nada além de amigos; ela mudando de opinião 180º um fim de semana depois) mas deu que acabamos por enfim namorar.
Não quero me prender muito aos detalhes, mas apenas gostaria de dizer que foram os melhores três meses da minha vida. Eu a amei, e era tudo absolutamente 100% recíproco. Fizemos planos, fomos descobrindo ainda mais coisas e hobbies que éramos compatíveis... até brincávamos que estávamos bancando o Juscelino Kubitschek edificando Brasília - 50 anos em 5 - pelo ritmo das coisas. Não sou muito de filmes românticos, mas eu ainda acredito que nossa paixão era melhor que 95% de todos os roteiros e scripts que alguma vez já foram lançados no cinema (assistam "Spring" - além de ser um filme pica d+, é basicamente uma alegoria 1:1 do nosso namoro até então. Ficamos até meio chocados quando assistimos)
Nesse período eu também dei um duplo twist carpado na personalidade - minha auto estima foi de negativo a 100, comecei a me vestir melhor, fiquei mais extrovertido - as pessoas sempre nos chamavam para participar de qualquer coisa - e animado, comecei a expandir meu círculo social; passei no vestibular - extremamente concorrido e difícil da mesma universidade que fui desligado - sem estudar absolutamente nada, estava pronto para arranjar um estágio/emprego na área que sempre sonhei... Evoluí pessoal e profissionalmente nesses 3 meses o que não havia feito em 5 anos.
Começou 2019.
Tudo estava correndo na mais perfeita normalidade... até mais ou menos a metade de janeiro. No período de uma semana, um interruptor mudou nela. Da mesma maneira que a relação esquentou, esfriou... porém sem nenhum motivo óbvio. A mudança foi de nível "trocar 300 mensagens melosas por dia e o caralho a quatro" e contar os segundos até que pudéssemos nos ver novamente pra "tô cansada e ocupada, só posso falar de noite" e ficar indiferente quando finalmente nos encontrávamos.
No último dia do mês ela terminou por telefone. Ela disse que "não estávamos na mesma fase de vida" (ela havia terminado uma relação de 6 anos no começo de 2018) e que se isso continuasse ela iria me tratar ainda pior a cada dia que passasse, como foi com o ex dela. Disse que gostaria de continuar "sendo amigos", mas nem isso acabou por ser recíproco. Provavelmente queria aproveitar a vida e não arrumar outra relação séria tão cedo, enfim.
Antes que alguém pense nisso - não, eu não estava sendo traído nem nada do estilo. Disso eu tenho absoluta certeza pelo que eu conhecia dela. E também não digo que eu não tive culpa de nada - durante o último mês da relação, a falta de reciprocidade estourou a minha ansiedade pra mil e isso mais que certeza contribuiu bastante pro final.
Para a surpresa de ninguém, isso foi como um tiro pra mim. Não esperava um término de fato, ainda mais sem nenhuma explicação. Mas o pior do pior de tudo foi o pós - agora, no caso.
Pense em alguém que esteve a vida inteira caído no chão. Um belo dia, alguém lhe dá a mão e a ajuda a levantar. Assim que a pessoa, por fim, finalmente fica de pé, alguém passa uma rasteira por trás e a pessoa volta a cair no chão.
Como eu falei, antes eu era medíocre, mas era conformado. Hoje eu voltei à mesma mediocridade, mas não consigo mais me contentar após ter visto "o outro lado" da vida. Como era bom ter uma pessoa na vida que realmente se importava com você. Como era ser amado por outra pessoa. O que é intimidade. Como é bom ser valorizado pelo que você é.
Infelizmente, tudo que conquistei acabou por voltar ao modo que era antes. Estou na mesma merda em relação à faculdade (falta de ânimo pra estudar = fazer poucas matérias no semestre = deixar de me enturnar com os outros calouros = suicídio social 2.0), não consegui um estágio, tenho quase 24 anos sem experiência profissional, sem um diploma, sem círculos sociais novos.
Nem tudo foi pro lixo. Ainda mantenho o meu peso (lá pra maio do ano passado comecei a fazer uma dieta que emagreci 25kg em 6 meses - me perguntem sobre jejum intermitente que eu sou profissa nisso!) e me sinto 1% mais confortável no meu corpo, minha relação com o meu pai melhorou e não perdi nenhum amigo que tinha após o termino (tanto porque nosso círculo social era o mesmo).
Porém, eu tenho vontade de acabar com tudo todos os dias.
Diversas pessoas me contaram, na época, que isso ia passar. Eu ainda penso nisso quase todos os dias. Pior ainda pois estou bem desocupado (tenho só 2 aulas por semana).
Venho tentando ser o mais social possível, organizando bares, encontros entre amigos, programas, churrascos... tudo pra ter um pouco de companhia. Mas, eu te pergunto, e aí? Todos meus amigos, por serem mais velhos, tem suas responsabilidades e não estão sempre disponíveis. Sem contar que eu sinto que a cada dia eles estão se enchendo de mim, por eu estar projetando toda essa carência (só conversei sobre meu término de vdd com um dos meus amigos, que além de ser família eu o considero praticamente como um irmão)
Nunca fui fã de acreditar em destino, mas vira e mexe me pego pensando "será que ela era 'a minha alma gêmea' e como eu caguei na oportunidade ficarei solitário pelo resto da minha vida?". Leio milhões de relatos na Internet de pessoas que são solteiras com seus 30, 40, 50 anos e me vejo no lugar delas. Tentei por um tempo dating apps mas foram poucas pessoas que me interessaram, ainda menos que sequer responderam minhas mensagens e nenhuma até agora que sequer deu a mínima bola. Me considero um 6 de aparência, mas sempre me prezei pelo meu humor e capacidade de conversa. Fato é que ninguém me quer.
Com toda certeza também nunca encontrarei alguém como ela na minha vida. Isso não é papo e sim praticamente um fato. Quais as chances de alguém, além de me achar interessante e bonito, dar a iniciativa que está afim de mim, me dar bola, ser bonita, possuir os exatos mesmos gostos e hobbies, mesma personalidade, mesmo senso de humor, maturidade... mesma porra toda? E ainda possível conhecer ela por intermédio de amigos? Absolutamente zero.
E é por isso que não vejo mais sentido nessa vida. Só estou prolongando o meu sofrimento e apatia a cada dia que passa. Estamos já quase na metade do ano em um piscar de olhos e sinto que tô jogando minha vida no lixo. Francamente, meu desejo de viver acabou quatro meses atrás e atualmente eu sou apenas um zumbi vivendo em função do momento. Não há um dia que passe e eu não pense em como seria reconfortante dar um fim nisso tudo.
Se você leu até aqui: meus eternos agradecimentos e desculpas por ser algo tão patético. Desabafar me trouxe um alívio momentâneo, mas atualmente é tudo que eu tenho.
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2017.09.25 21:45 botafora01 Sinto que a minha vida já está traçada

Desde já peço desculpas pela muralha e pelo throw away
OK, desde o Ensino Médio eu sofria com algo que eu imagino 90% do Reddit sofreu: não conseguia pegar sequer resfriado. Era extremamente zoado pela sala toda por isso (meus amigos até hoje dizem que eu sou o único da turma que nenhuma mulher chegou), cheguei até a apanhar por isso. Só fui perder meu BV no meu ano de calouro na faculdade e a minha virgindade quando fui num bordel. Eu ficava triste com isso, mas também estava esperançoso: afinal, era um adolescente, estava entrando na faculdade, e todos sempre me louvavam por, segundo eles, eu ser muito inteligente. A menina que eu gostava na época, e que até hoje é uma amiga (e que eu passei a maior vergonha da minha vida, ao me declarar pelo fucking MSN), vivia brincando dizendo "O nerd de hoje é o cara rico de amanhã". Boas memórias.
Chegou 2013, e eu entrei na faculdade. Não fui maravilhosamente bem no ENEM, mas consegui uma bolsa integral em Administração em uma bela universidade. Escolhi Adm por pensar que o mercado estava bom e por ser noturna, o que me permitiria trabalhar. Nesse período, perdi meu BV e fiquei com outra menina uma vez, num espaço de 9 meses. Pra mim, isso era o ápice, eu era o deus da conquista, mesmo que meus novos amigos me zoassem de "pega ninguém" do mesmo jeito. Nessa época, eu baixei o Tinder e conheci o meu primeiro namorico, vamos chamar de Ana. Ana morava a 3h30 de viagem, então era praticamente um namoro à distância. Ficamos algumas vezes, 3 meses depois começamos a namorar e, depois disso, ela passou o mês seguinte dando desculpas para eu não ir lá. Chegou fevereiro, veio o carnaval, e ela disse que estava passando mal. Foi para o hospital e detectaram leucemia. Óbvio que eu pirei, queria ir pro hospital dela de todo jeito, mas ela nunca deixava, dizia que os pais me viriam, iria arrumar encrenca, ela iria ver um momento que estivesse sozinha. Se passaram 5 meses nesse tormento, hora ela dizia que estava boa, hora dizia que estava mal, quimio e afins, até que meus amigos de sala fizeram uma intervenção comigo, mostrando que não havia nada em rede social nenhuma dela a respeito de câncer, mostrando que ela estava postando normalmente sobre coisas cotidianas e que era a maior retardadice do mundo eu não ter ido nenhuma vez ver ela. Eu fiquei meio balançado, até porque meus pais concordavam com este ponto de vista, mas fiquei meio irregular com ela. Pouco mais de um mês depois disso, ela disse que tinha tido alta, tinha encontrado um ex, tinha ficado com ele e queria terminar. Não lamentei muito, até porque isso ocorreu em um espaço de uma semana, no máximo. Terminei e, desde então, ouvi dela duas vezes na vida. Passou.
Vale mencionar que, nesse meio tempo, a minha vida em casa havia melhorado demais: durante meu período de Ensino Médio, minha adolescência se resumia a passar finais de semana com minha mãe em bares, vendo ela entrar quase em coma alcoolico com as amigas e outros finais de semana na casa do meu pai, vendo ele ficar bêbado e chorar no meu ombro sobre ele ser um fracassado que não conseguiu sequer manter um casamento. Quando eu terminei, minha mãe já estava mais centrada (como está agora), saindo ocasionalmente e socialmente, e meu pai parou de beber após enfartar e voltou a ser o cara extremamente trabalhador que eu sempre admirei. No fim do meu primeiro ano de faculdade, eu passei a estagiar em um instituto federal. Ao mesmo tempo do término que eu disse acima, eu fui chamado para um concurso temporário, em outro órgão público, bem mais perto de casa.
Poucos meses após eu terminar com a Ana, entrou em cena a pessoa que eu, de fato, considero como a única que eu namorei. Vamos chamar ela aqui de Beatriz. Beatriz me chamou no Facebook, para brincar sobre uma postagem que eu havia feito (já havíamos tido pequeno contato ainda no colégio), e daí começamos a conversar. Dois meses depois, ficamos e, 5 meses depois, começamos a namorar. Ela perdeu a virgindade comigo e, na prática, eu também perdi com ela (transei com prostitutas umas 4 vezes antes. Fiz exames, por precaução, e não deram nenhum reagente). Eu aprendi demais a me aceitar com ela, nós tínhamos a mesma personalidade, ela era a primeira pessoa que não só não me julgava por meus interesses, como me incentivava a seguir eles. Não me cobrava nada, eu não cobrava nada dela, mas conversávamos de forma quase ininterrupta das 7 até meia noite. Com ela, no entanto, eu descobri algo que já havia visto antes nos bordeis: não sei o que me causa, mas com certeza eu tenho ejaculação precoce. Fui em um urologista, que me disse que era algo psicológico, que eu só precisava "me desligar". Tentei os exercícios que o próprio Reddit indica, mas nunca funcionava. Usei camisinha anestésica 2 vezes: uma vez foi uma maravilha, na outra estourou e eu traumatizei. Sempre me sentia extremamente culpado e furioso comigo mesmo após cada fim de penetração, mas o que atenuava era a presença dela, que sempre me dizia que não ligava, que eu conseguia deixar ela no céu somente com as preliminares, que não ligaria de passar por isso por não sei quanto tempo. Tudo que eu me julgava errado, ela me mostrava que não ligava. Eu me sentia num porto seguro com ela, e isso me impulsionava na faculdade: eu imaginava que iria me formar em um emprego na iniciativa privada, sem "data de validade" como meu emprego temporário, e que, 1 ou 2 anos após isso, estaria casado com ela. O único motivo de discussão que tínhamos era que ela tinha total ojeriza de tornar público: não podia postar nada com ela no Facebook, não podia atualizar status de relacionamento, não podia ir conhecer os pais dela, que "iriam proibir completamente". Mesmo os amigos eu só vi 2 vezes (uma outra vez eu não pude ir por motivos profissionais). Eu sempre entendi que isso era um receio dela, então, mesmo um pouco frustrado, eu aceitava. No que eu terminei minha monografia, estava preocupado com a questão do mercado, mas nada demais. Até que veio o dezembro, 1 ano e 4 meses após começarmos a ficar.
Eu estava na faculdade, pegando os convites de formatura, quando ela mandou o tradicional "precisamos conversar". Resolvemos por texto mesmo: ela disse que gostava de outra pessoa, e que se sentia culpada namorando comigo com interesse em outro. Aceitei, triste, e demos um tempo. 2 dias depois, um amigo me manda uma foto no perfil de um rapaz, que era o mesmo que ela gostava: ambos deitados, ela de top e ele sem camisa, e uma descrição bem...insinuante. Óbvio que eu pirei, liguei para ela, tivemos uma baita discussão, mas, depois disso, esfriou. Acabamos nos vendo, e ficando de novo. Ela terminou com o rapaz, mas ainda jurava de pés juntos que aquela foto era uma coincidência, que ela não havia me traído, que jamais faria isso, que era íntegra. E ficamos uns bons 3 meses indo e voltando até que, em abril, ela me mandou um testamento contando tudo: numa segunda, ela estava na casa de uma amiga, com este rapaz e o cara que a amiga estava pegando. A amiga e o peguete dela começaram a dar uns amassos no local e, segundo ela, ela não conseguiu "resistir" e montou no cara. Uma traição espetacular, que até hoje eu uso como humor auto depreciativo. Fiquei em choque por um tempo, mas, contra os conselhos de todos, perdoei ela e voltamos a namorar. Mas não era a mesma coisa. Ainda era maravilhoso por um aspecto, mas, por outro, ela estava insegura com o relacionamento (dizia que se sentia culpada por ter "estragado tudo por um impulso") e eu estava inseguro com tudo, precisava de validação dela pra tudo, principalmente no que tangia sexo. Eu já era inseguro sexualmente antes, agora era 3x mais, então eu basicamente a induzi a me contar toda a experiência sexual dela com ele, até eu me sentir menos perdedor. No entanto, eu estava começando a me recuperar em junho, estava me reencontrando, entendendo que estava apertando ela desnecessariamente (uma amiga teve essa conversa esclarecedora comigo). Então, tanto como solidificação como um pedido de desculpas, eu planejei uma viagem para nós, no dia que ficamos pela primeira vez, que cairia num sábado. Disse para ela os planos, ela ficou elétrica, empolgada, começou a me mandar links do local, brincar com meus planejamentos e afins...e, na semana seguinte, pediu para terminar. Disse que nunca esteve certa sobre nós termos voltado, que ela ainda me amava, que ainda sentia tesão comigo, mas que não se sentia pronta para um relacionamento sério, e "não queria me magoar". Aceitei, até mantive o contato, pq, nesse meio tempo, ela virou a minha melhor amiga. Mas o mesmo amigo da vez anterior me mandou um print de uma conversa dela com a irmã dele, dizendo que tinha terminado por estar afim de outro cara, e eu reconheci o sujeito: era um cara que ela falava horrores bem dele, "ah, fulano fez isso, fulano fez aquilo, me ajudou com x, um cara foda, faz não sei o que". Não sei se ela me traiu, mas tal conversa era de 1 dia e meio após termos terminado, e ela já havia ficado com tal cara. Não sei se ela me traiu de novo, mas a confrontei (não falei do meu amigo, obviamente, disse que a vi na rua) e ela manteve que não me traiu, mas que, dessa vez, poderia ficar com quem quisesse pq "fez a coisa certa". Eu disse que não conseguiria conversar com ela enquanto ainda tivesse sentimentos, ela disse que entendia, mas que queria saber de mim, que eu ainda era "o melhor amigo" dela.
Isso faz um mês e meio. Eu não consigo deixar de me sentir mal. Eu podia ter feito tanta coisa melhor, mas não fiz. Ela me traiu, possivelmente duas vezes, e tudo que eu consigo fazer é me culpar. Eu só não a chamei ainda pq imagino ela ficando com esse cara, que é melhor que eu em tudo: mais bonito, com uma barba farta de lenhador, com uma carreira já estabelecida, carro na garagem, mora sozinho e afins. O que me leva ao lado profissional: a sala da faculdade se reuniu para um churrasco há 3 semanas, estávamos conversando sobre empregos e eu concluí algo: apesar de que eu (e eu sei quão arrogante isso soa) ter feito que metade da sala ganhasse um diploma, eu sou o único dali sem um emprego minimamente fixo e tenho um salário que é o menor de todos, com vantagem. Todos falam que eu vou ganhar 3k, 4k logo, mas eu já cansei de tomar portadas de empresas. Gasto com passagem, gastei com um terno novo, gravata, e tudo que eu consegui foram muito obrigados, mas uma parcela da minha sala que literalmente não consegue entender que 50% e 0,5 são a mesma coisa (eu tive que ensinar manualmente regra de 3 simples e cálculo com números decimais quando estudamos Matemática Financeira) estão em empregos bons na iniciativa privada, comprando casas e carros. E, de todos ali, só uma me arrumou entrevista na empresa dela (que eu não consegui, principalmente por dita empresa estar num processo de fusão). Quatro conversam ocasionalmente, e o resto só entra em contato pedindo para que eu faça para eles provas de inglês de processos seletivos ou provas da faculdade (para os que ainda não se formaram).
Eu estou fazendo Contabilidade agora, vendo se consigo recomeçar, mas estou extremamente desiludido. Não sei o meu problema, mas o que eu imaginava quando entrei na faculdade não aconteceu. Eu sou um total fracassado no mercado de trabalho, e dificilmente vou conquistar algo além de pular de trabalho em trabalho de escritório, para tirar 2 salários e soltar rojão de alegria por não estar desempregado. Na verdade, eu já imaginava algo nessa linha desde o último semestre, mas, além da esperança mínima, eu carregava que iria ter uma família. Alguém me aceitava, alguém me amava. Hoje, eu vejo que nem isso. Nesse mês e meio pós-término, eu percebi como meu stock está horrorosamente baixo. Ouvi diretamente de uma estranha (no Tinder, vale dizer) como eu sou "feio, com cabelo estranho e roupas deprimentes". A maior parte dos meus amigos disse que eu vou achar alguém, mas só uma amiga me apresentou para alguém (Spoiler: eu quis levar pra amizade pq esta pessoa demonstrou 0 interesse romântico em mim, mas temos muitas afinidades de gostos. Não quero que alguém legal se perca só por não querer abrir as pernas pra mim em qualquer futuro).
Então, qual a conclusão? Para relacionamentos, eu sou a tempestade perfeita: meus gostos não são nada pop, meu estilo de roupa desagrada geral, minha voz é deprimente, eu sou lerdo, distraído, amo entrar em rants gigantes quando me empolgo (vide este texto) e, mesmo que alguma garota um dia resolva passar por isso tudo, o prêmio dela será ter de viver com sexo oral recheado por 30s de penetração, num dia bom. Nenhuma mulher no mundo quer se relacionar com um homem que precise fazê-la ter um orgasmo com masturbação pq não aguenta chegar a 1min de penetração. Ou seja, eu até posso tropeçar em alguma peguete (sim, essa é a palavra, tropeçar. Um incidente do acaso, como foi com a minha ex), mas nenhuma jamais chegará a ser de longo prazo. Dificilmente eu terei uma família. E, sem uma família, não há nada para contrabalancear o fato de que eu sou um fiasco profissional. O "menino gênio" do colégio, o "cara que vai ganhar 7000 daqui 3 anos" da faculdade nada mais era que uma pessoa com um par de neurônios no meio de um grupo de pessoas com bases educacionais mais fracas que a minha e, principalmente, sem interesse algum em estudar. Numa sala focada, eu teria de me esforçar para estar no meio do pelotão. Eu sou mediano intelectualmente e, profissionalmente, sou um lixo que não conseguiu fazer networking na faculdade e, hoje, irá ter de viver de escritório em escritório, sem nenhum breakthrough.
Minha vida parece estar desenhada para ser a definição de um fiasco, de um total e completo desperdício de oxigênio. Mas eu tenho uma missão: cuidar dos meus pais. Ambos dependem demais de mim psicologicamente, ambos me amam mais do que qualquer outra coisa. Sem a minha presença aqui, a vida dos dois colapsaria. Sinto que eu só vim ao mundo para ser o pilar da vida de ambos. Então, eu tenho que ir empurrando a minha vida enquanto ambos estão vivos, tentando ao máximo não embaraçar eles mais. Decidi que vou viver a vida no limite nesse meio tempo: finalmente comecei a fazer academia (minha postura sempre foi torta e, nos últimos 2 meses, eu ganhei peso. Quero eliminar essa pança antes que ela vire um problema), fui ao Maracanã mês passado ver a ida da Copa do Brasil (sou de MG), devo receber uma indenização boa quando sair daqui e estou planejando um mês de curso de inglês na Europa (meu inglês é bom, mas não é perfeito e isso sempre me incomodou horrores, sem falar que conhecer a Europa é O sonho que eu tenho de vida). Será o meu maior highlight, e a única loucura que eu me permiti fazer. Quando voltar, vou fazer o que gosto e, mais importante, vou cuidar dos meus pais, de tudo que eles precisarem de mim.
Não sei o que o futuro reserva pra mim, mas, pensando com lógica, eu devo chegar nos meus 35/40 anos quando ambos meus pais falecerem. Quando isso acontecer, serei um solteiro entrando na meia idade, possivelmente com pouca experiência sexual que não envolva garotas de programa, num emprego pouco satisfatório e sem nenhum amor que tenha sido recíproco e que não acabe na mulher se cansando de um cara patético e percebendo que praticamente qualquer coisa é melhor que eu. Será covardia, alguns sentirão tristeza, mas será temporário, todos irão superar, e haverá um pouco mais de oxigênio no mundo.
A minha mente ainda tenta, em alguns momentos, achar alguns cenários de ilusão, de que algum milagre irá acontecer, mas não irá. Eu sei que não. Profissionalmente eu fracassei. Academicamente eu fracassei. E, amorosamente, eu também fracassei. Vi que não basta achar alguém que aguente a minha personalidade, ela não irá suportar alguém que trata preliminares como Evento Principal, e eu irei morrer com esta condição.
Por mais paradoxal que seja, pensando assim eu estou aprendendo a abraçar o que eu gosto. Eu gosto de ler. Eu gosto de sair para comer e voltar para casa. Eu gosto de esportes. Eu gosto de escrever. Eu gosto de viajar. Não vou mudar o que eu gosto pelos outros, até porque será inútil, resolver um sintoma não cura a doença, e não há remédios o bastante para curar todos os sintomas dessa doença chamada eu. Fico feliz pelos meus pais existirem, pq, se não fosse por eles, eu teria sido um fiasco absoluto em vida. Fico feliz pelo meu último namoro, pq eu nunca me senti mais feliz do que numa tarde de sábado, quando ela disse "te amo" pouco antes de cochilar no meu peito. Eu fui feliz com o amor, e, por causa dela, eu aprendi que todo relacionamento que eu entrar, obrigatoriamente, terá um fim unilateral. Eu vou ser feliz com meus outros desejos, concluir meus hobbies, fazer o que eu gosto, e cuidar de quem me ama incondicionalmente, até o fim deles. Dali, serei eu que terei meu livramento.
Eu precisava contar isso pra alguém, mas não quero que tratem isso como um pedido de ajuda, pq não é. Meu real objetivo de vida sempre foi ter uma família minha, ter um filho em uma casa estruturada e passar meu conhecimento adiante. Eu já sei que, por questões psicológicas e físicas, isso jamais acontecerá. Quando meus pais se forem, eu literalmente não terei mais o que fazer aqui e, se tudo der certo, eu terei realizado ao menos uma parcela boa dos meus outros sonhos. Eu estou tranquilo quanto a isso. Talvez ainda sinta, de novo, a dor de ver alguém me trocando por outra pessoa melhor, mas agora eu sei que isso acontecerá. Doerá menos, eu espero. E, se nem isso eu conseguir, bem...dois salários por mês dá para pagar por sexo.
De novo, desculpem pelo texto gigante.
tl;dr: Todos confiavam em mim, todos achavam que meu futuro seria brilhante. Meu futuro será medíocre, patético e, ao menos, tem uma data para acabar
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